Como surgiu

Em Novembro de 2005, Vitor Cabral, então Presidente da Direcção da SFRUA, enviou carta à Câmara Municipal da Moita e Junta de Feguesia de Alhos Vedros a propôr a realização de um evento sobre a história de Alhos Vedros que, anualmente recreasse esse ambiente de outras eras, e que mostrasse a todos, com incidência especial para os mais novos, da história passa da nossa terra. Em Janeiro de 2006, em reunião ocorrida, a Srª. Presidente da Junta de Alhos Vedros informou que para o corrente ano, não existirem condições para uma participação da Junta, no entanto haveria disponibilidade para análise da proposta para outrea altura. Idêntica posição foi assumida pela Srª Vereadora da Cultura da C.M.M.No entanto na SFRUA, a ideia começou a germinar. A proposta da Recreação histórica foi apresentada no dia 4 de Maio à Direcção da SFRUA e à Vereadora do Pelouro da Cultura, pelo Vitor Cabral. No final foi pedido que houvesse uma resposta dentro de algum tempo, de modo a se fazer o contacto com as escolas, e de estas, em tempo útil incluirem o tema na programação do novo ano escolar. Em meados de Abril, reuniram-se no Auditório da SFRUA, o Vitor Cabral, O Joaquim Marçalo, a Rosário (dos Escuteiros), a Paula Silva (do Grupo de Amigos de História Local) e o historiador António Ventura, com o ojectivo de se construir a proposta da Recreação Histórica.

Neste primeiro encontro as primeiras decisões foram tomadas:

- A Recreação histórica terá lugar em Maio de 2007;

- O tema será o episódio da ordem da partida para Ceuta;

- O local mais adequado será o largo do Cais, o percurso até à Igreja, e ainda o seu Largo;

- O grande objectivo será o de envolver as escolas, principalmente a Escola EB 2,3 José Afonso;

- Envolver também outras Associações e Colectividades;

- Envolver também a CMM e a J F A. Vedros.

1. OBJECTIVO

 Reacreação de um espaço de mercado quatrocentista como pano de fundo, dentro do qual serão realizadas várias “cenas”, de entre as quais o episódio da decisão da Tomada de Ceuta por D. João I. Consoante os meios angariados, esta recreação poderá ser enriquecida com uma simulação de torneio medieval, ou um espectáculo nocturno.

2. MEIOS

Materiais: – Utilização de parte do Guarda-roupa da SFRUA, após exame cuidado, peça a peça, por pessoa qualificada cientificamente para o efeito, para fazer a triagem das peças adequadas ao evento, ou feitura de mais vestuário adequado à época retratada, e consoante as necessidades da recreação. – Angariação de materiais, junto de outras Instituições (mesas, tendas, barracas, adereços, etc). – Elaboração de cenários e adereços consoante as necessidades do espaço ou das animações. Humanos: Participação da população escolar, escuteiros, atletas de Colectividades, elementos que normalmente participam noutros eventos (ex: Carnaval), elementos dos Ranchos folclóricos, etc.

3. ORGANIZAÇÃO

A entidade organizadora é a SFRUA. A responsabilidade da elaboração do projecto e depois a sua execução, ficará a cargo de uma Comissão organizadora, responsável pelos diversos vectores da recreação: animação, montagens, publicidade, guarda-roupa, etc. Desta equipa ainda fará parte um coordenador científico, que velará pelo rigor histórico. Com o decorrer dos trabalhos, esta equipa será alargada, de modo a integrar os diversos representes das Associações e Instituições que participem. Esta Comissão envidará contactos e esforços para o envolvimento de outras Instituições, Colectividades, etc. – Constituição de equipas para as diversas áreas da recreação. Reuniões mensais alargadas para partilha de ideias, de responsabilidades e análise dos prazos rigorosos para os cumprir, com reuniões mensais para balanço do andamento dos trabalhos, com especial atenção ao calendário escolar. Com as participação das Escolas (principalmente a EB 2,3 José Afonso e o seu Agrupamento), têm de existir cuidados redobrados nas questões logísticas, nomeadamente ao nível dos transportes, dos balneários, locais específicos para mudanças de roupa e alimentação e cuidados com o trânsito. Deve mesmo existir uma tenda específica para cuidados médicos de emergência. Criação de um site na Internet (Blog) de modo a publicitar a iniciativa, colocar noticias actualizadas e fazer a ligação a todos os participantes.

4. ESPAÇO FÍSICO

Existem espaços privilegiados nesta vila para o evento, de entre os quais o largo do Cais, pelas suas características físicas rústicas, e tratar-se de um local com uma importância fundamental desde os primórdios desta localidade. No entanto, existem outros espaços a privilegiar, quer para a realização do evento, quer para que em simultâneo, possam haver aí também actividades, tendas, etc., como é o caso da envolvente à Igreja. De resto, com a devida autorização da Câmara, pelo menos por alguns períodos de tempo, poderia configurar-se um corredor por onde circulassem algumas personagens, quer em procissão, quer a personagem real com o respectivo séquito (ligação Cais- Igreja, Rua do Marítimo, R. D. Dinis de Ataíde, R. 5 Outubro).

5. ESPAÇO TEMPORAL

Na impossibilidade do respeito pela data da decisão (Julho) porque se trata de um período de férias escolares, apontamos para o mês de Maio de 2007. A data final deve ser muito bem pensada com antecedência e acordados com os intervenientes, Entidades, Associações, mas principalmente com as Escolas pois o mês de Maio já é muito problemático, quer pelas provas Globais e outras provas rigorosamente calendarizadas, quer pelo excesso de trabalho dos professores nesse período.

6. FINANCIAMENTO

Para uma actividade desta envergadura, em que poderão e deverão participar cerca de 500 pessoas, divididos pela organização, montagens e animações serão necessários fundos. Atendendo à experiência na organização ou participação de outros eventos simulares, apontamos para uma despesa total 8.000 a 10.000 euros, consoante as metas propostas.

7. FINALIDADE

São os grandes objectivos da actividade: – Divulgar a História e o Património cultural de Alhos Vedros na época de quinhentos; – Relacionar o seu desenvolvimento com os descobrimentos e expansão portuguesa; – Estreitar o relacionamento entre a comunidade e o património histórico-cultural envolvente; – Aprofundar a ligação entre as Escolas e a comunidade; – Desenvolver o gosto pela História e Património local através da “recriação” do quotidiano das populações locais. – Criar a estrutura de um evento que possa ser repetido anualmente, retratando até outras épocas da história de Alhos Vedros, ou do concelho.

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